Um trauma contundente, que teria resultado em danos a órgãos internos e hemorragia, é apontado como a causa da morte de Juliana Marins, segundo a autópsia divulgada nesta sexta-feira (27) por autoridades na Indonésia.
A brasileira morreu após escorregar e cair em uma trilha no Parque Nacional do Monte Rinjani, na Indonésia. Natural de Niterói (RJ), ela realizava um mochilão pela Ásia desde fevereiro.
“Encontramos arranhões e escoriações, bem como fraturas no tórax, ombro, coluna e coxa. Essas fraturas ósseas causaram danos a órgãos internos e sangramento”, afirmou o especialista forense Ida Bagus Alit à imprensa.
De acordo com ele, não foram encontradas evidências que sugerissem que a morte ocorreu muito tempo após os ferimentos. Ele estima que o óbito tenha ocorrido em torno de 20 minutos após a queda. A possibilidade de hipotermia também foi descartada, já que não foram encontrados ferimentos tipicamente associados à condição, como lesões nas pontas dos dedos.
“Por exemplo, havia um ferimento na cabeça, mas nenhum sinal de hérnia cerebral. A hérnia cerebral geralmente ocorre de várias horas a vários dias após o trauma. Da mesma forma, no tórax e no abdômen, houve sangramento significativo, mas nenhum órgão apresentou sinais de retração que indicassem sangramento lento. Isso sugere que a morte ocorreu logo após os ferimentos”, esclarece.
O corpo da jovem chegou ao Hospital Bali Mandara, em Bali, por volta das 11h35 (horário de Brasília) de quinta-feira (26) para a realização da autópsia.
O resgate do corpo ocorreu na quarta-feira (25). A informação foi confirmada pelo chefe da Basarnas (Agência Nacional de Busca e Resgate), Marechal do Ar TNI Muhammad Syafi’i. De acordo com ele, a brasileira foi encontrada sem vida a cerca de 600 metros abaixo da trilha, com diversos pontos de ancoragem no caminho.
A falta de estrutura e a demora para o resgate da jovem gerou revolta entre familiares, amigos e internautas. No entanto, a solidariedade de guias ganhou repercussão nas redes sociais.
Uma procura mais incisiva pela dançarina profissional de pole dance só começou quando o alpinista Agam Rinjani organizou uma equipe de forma voluntária para tentar localizá-la e resgatá-la.
As operações, que duraram quatro dias e contaram com a participação de vários socorristas, enfrentaram dificuldades, com um terreno íngreme e de difícil acesso, além de muita neblina, que por sua vez, reduz a visibilidade.
noticia por : UOL





