Cátia, que pediu para não ter seu sobrenome revelado, contou à reportagem que recebe por semana no bar onde trabalha, nas proximidades de Miami. “Mas quando há operação das autoridades, eu não saio de casa. E não recebo naquele dia ou semana”, contou. O resultado tem sido uma diminuição do volume de recursos que são enviados ao Brasil. “A prioridade agora é pagar as contas aqui”, disse.
Um casal de Sorocaba (SP) revelou que suspendeu por enquanto o trabalho de renovação de uma casa de uma parente no interior de São Paulo. “Vamos ver o que vai acontecer. É hora de poupar agora”, disse Carlos, que vive em Nova York.
Em outros casos, muitos brasileiros temem ir às lojas de câmbio, principalmente depois de rumores de que a polícia de imigração conhecida pela sigla ICE estaria fazendo batidas nas proximidades desses comércios, cientes da presença de estrangeiros.
Ainda que a taxa tenha um impacto para certas famílias e regiões do Brasil, ela ameaça ainda mais as remessas de imigrantes para outros locais da América Latina. Hoje, o envio de dinheiro por brasileiros no exterior representa apenas 0,2% do PIB nacional.
Mas os recursos dos trabalhadores enviados para os países da América Central somam 12% do PIB da região. Para El Salvador, o envio representa 24% do PIB do país, taxas similares para locais ainda como Honduras e Nicarágua.
noticia por : UOL





